Prof. Dr. Márcio José Mendonça
Em meio as negociações de paz e troca de
reféns novos embates deixam dezenas de mortos na Faixa de Gaza. No último
sábado (11/10) ao menos 27 pessoas morreram em confrontos na Cidade de Gaza
entre forças de segurança do Hamas e membros armados do clã da família
Dughmush, um grupo armado apoiado e financiado por Israel que vem ampliando as
suas ações após a invasão israelense ao enclave de Gaza.
Após a retirada parcial das forças
israelenses do interior da Faixa de Gaza o Hamas tem buscado retomar o controle
de áreas recentemente desocupadas por tropas israelenses. Suspeita-se que o
jornalista Saleh Al-Já’frawi, assassinato no último domingo (12/10) por gangues
ligadas a Israel não seja um caso isolado, mas uma ação de grupos mercenários
financiados por Israel que buscam desestabilizar a região e impedir o andamento
do processo de paz após a assinatura de um acordo de cessar-fogo (10/10).
Além de atacar jornalistas que realizam a
cobertura da guerra e denunciam o genocídio perpetrado por Israel em Gaza,
gangues armadas por Israel visam lideranças comunitárias e membros da sociedade
civil palestina para criar divisões internas que possam ser exploradas por
Israel. É conhecida a estratégia de “dividir para reinar” aplicada pelo
colonialismo euro-americano em diferentes lugares do mundo e agora por Israel
não só na Faixa de Gaza ou na Cisjordânia, mas no Líbano nos anos 1980, quando
apoiaram grupos falangistas que realizaram uma série de massacres contra
palestinos em solo libanês.
O terrorismo sempre foi uma das principais
estratégias de guerra de Israel contra os palestinos. Durante a Guerra
Árabe-Israelense de 1948 as milícias israelenses incluíam o grupo Haganá e o
Irgun, dois dos principais grupos paramilitares sionistas que mais tarde foram
incorporados às Forças de Defesa de Israel. Figuras importantes da política
israelense como Ariel Sharon e Menachem Begin que ocuparam o cargo de
Primeiro-Ministro tiveram participações relevantes nessas milícias. À frente
desses grupos e como chefes de governo foram ambos responsáveis em realizar massacres com a finalidade de alcançar objetivos políticos. Benjamin
Netanyahu segue o mesmo caminho e seria mesmo o Sylvester Stallone malvadão de "Os Mercenários" na vida real?

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