segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Hamas combate o terrorismo e enfrenta mercenários apoiados por Israel na Faixa de Gaza

Prof. Dr. Márcio José Mendonça

Em meio as negociações de paz e troca de reféns novos embates deixam dezenas de mortos na Faixa de Gaza. No último sábado (11/10) ao menos 27 pessoas morreram em confrontos na Cidade de Gaza entre forças de segurança do Hamas e membros armados do clã da família Dughmush, um grupo armado apoiado e financiado por Israel que vem ampliando as suas ações após a invasão israelense ao enclave de Gaza.

Após a retirada parcial das forças israelenses do interior da Faixa de Gaza o Hamas tem buscado retomar o controle de áreas recentemente desocupadas por tropas israelenses. Suspeita-se que o jornalista Saleh Al-Já’frawi, assassinato no último domingo (12/10) por gangues ligadas a Israel não seja um caso isolado, mas uma ação de grupos mercenários financiados por Israel que buscam desestabilizar a região e impedir o andamento do processo de paz após a assinatura de um acordo de cessar-fogo (10/10).

Além de atacar jornalistas que realizam a cobertura da guerra e denunciam o genocídio perpetrado por Israel em Gaza, gangues armadas por Israel visam lideranças comunitárias e membros da sociedade civil palestina para criar divisões internas que possam ser exploradas por Israel. É conhecida a estratégia de “dividir para reinar” aplicada pelo colonialismo euro-americano em diferentes lugares do mundo e agora por Israel não só na Faixa de Gaza ou na Cisjordânia, mas no Líbano nos anos 1980, quando apoiaram grupos falangistas que realizaram uma série de massacres contra palestinos em solo libanês.   

O terrorismo sempre foi uma das principais estratégias de guerra de Israel contra os palestinos. Durante a Guerra Árabe-Israelense de 1948 as milícias israelenses incluíam o grupo Haganá e o Irgun, dois dos principais grupos paramilitares sionistas que mais tarde foram incorporados às Forças de Defesa de Israel. Figuras importantes da política israelense como Ariel Sharon e Menachem Begin que ocuparam o cargo de Primeiro-Ministro tiveram participações relevantes nessas milícias. À frente desses grupos e como chefes de governo foram ambos responsáveis em realizar massacres com a finalidade de alcançar objetivos políticos. Benjamin Netanyahu segue o mesmo caminho e seria mesmo o Sylvester Stallone malvadão de "Os Mercenários" na vida real?




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